Moto-Contínuo

Moto-contínuo

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Moto Contínuo é “um som que não se estanca”, um rompante musical que une Piazzola e Radiohead, cordas e dissonâncias, ruídos e acordes, emoção e técnica. É ritmo e poesia, é repetição e inconstância, é confronto e harmonia. Dialética da emoção. O arranjo se envolve e se enreda com a modernidade “no itinerário do sonho e da saudade”. Forte e idílico, Moto Contínuo é um convite à reflexão e à ação.


 

Moto-Contínuo
(Marcos Braccini, Flávio Henrique, Brisa Marques)

Ontem o passado não se escondeu
veio ao meu encontro e hoje se perdeu
no instante do relógio a girar
pacientemente em busca da manhã
veio carregado pela solidão
no itinerário do sonho e da saudade

Por saber que agora não é hora
e demora, o dia passa e já não sorri a noite
todo dia a noite vira dia
e o passado noite e dia
não se cansa de voltar

Guarda a sorte presa na estante
como um som que não estanca
canta alto inocente
e o presente sorrateiramente
se disfarça de vidente
pro futuro observar

 

Marcos Braccini          voz e colagens sonoras
Rafael Martini          arranjo e violão
Frederico Heliodoro          baixo
Yuri Vellasco          bateria
Pedro Sá          guitarras
Brisa Marques          voz poema “Moto-Contínuo”
Quarteto Taron:
Frank Hämmer          violino 1
Valentina Gostilovitch          violino 2
Katarzyna Druzd          viola
Lina Radovanovic          violoncelo