Espera

Espera

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“Espera” é um grito calado no ar, a senha para uma serie de canções fortes, que vêm a seguir, apresentando uma melodia que parece simples, mas que se desdobra em camadas múltiplas de sons e significados. Como diz a letra, são “cacos de versos” que compõem um mosaico poético que a melodia aos poucos transforma, integra e embala, com a presença marcante das cordas e da bateria, crescendo em intensidade e em pulsação. “Espera” marca o ouvinte, apresentando a simbiose entre letra e música, sons e silêncios. Uma música poderosa e envolvente.


 

Espera
(Vítor Santana, Marcos Braccini, Antonio Gomes Neto, Pedro Braccini)

Quanto silêncio
no seu caminho
muda o rumo do seu desalento
e vem
que a rosa dos ventos vira
e o tempo vem

Cacos de vida
compondo o olhar
leva no rosto
o desgosto da dor, da espera
vem buscar
o que restou da ilusão

Quanta lembrança
perdida no olhar
guardo no peito
meu canto de espera, quimera
pedra e flor,
grito calado no ar

Na sua ausência
sigo sozinho
desarruma os passos do destino
e vem
que a rosa resiste ao vento
e o tempo vem

Quanta surpresa
contida no olhar
trago nos versos
um sopro de espera, quisera
recompor
o que restou das manhãs

Cacos de versos,
de pedra e de flor
trago meu canto
que ainda te espera, quem dera
mera dor,
mal se disfarça no olhar

 

Marcos Braccini          voz
Rafael Martini          arranjo, piano e violão
Frederico Heliodoro          baixo
Felipe Continentino          bateria
Quarteto Taron:
Frank Hämmer          violino 1
Valentina Gostilovitch          violino 2
Katarzyna Druzd          viola
Lina Radovanovic          violoncelo