Lua incerta

Lua incerta

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Lua Incerta é uma canção viajante, estradeira. “Gitana” e livre, peleadora. É um canto de luta, de força, um manifesto, um desabafo, mas em tom comedido, em construções elaboradas que se alternam entre o antigo e o moderno, entre ancestrais “cantigas de amigo”, a música contemporânea e o rock. Como define a letra, é uma canção sem fronteiras, sem cais, mas com uma proposta clara, límpida e que fica nos ouvidos e na memória. O arranjo controla a emoção até a explosão final, descortinando a riqueza melódica e permitindo sentir a força de cada palavra, dos versos desafiadores e nunca pueris.

Lua Incerta nos faz deslocar para realidades e vivências inesperadas, para tempos de emoções e expectativas não lineares, como os inúmeros caminhos que ela descortina e propõe.


 

Lua Incerta
(Marcos Braccini, Antonio Gomes Neto, Pedro Braccini)

Se a manhã traz
o silêncio que nos desperta
a voz jaz
entre a tarde e a lua incerta
e nós
sombra e clarão
sonho e cansaço
teimando caminhos
buscando os abraços
espreitando o amor

Esse amor, nunca mais
sem passado ou agora
ilusão que nos faz
pelear vida afora

Como cantar
se eu apenas presumo rimas rotas
se apenas recito medo e dor
como quem traz
o seu segredo
contido no gesto
banido do peito
estrangeiro amor

Sem pudor, sem rivais
sem futuro ou memória
sem fronteira, sem cais
sem lugar, sem demora

 

Marcos Braccini          voz
Rafael Martini          arranjo, acordeon e violão
Felipe José          violoncelo
Frederico Heliodoro          baixo
Felipe Continentino          bateria e percussão
Pedro Sá          guitarras