Samba do perdão

Samba do perdão

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O samba é uma das mais simples melodias com um dos mais elaborados arranjos do disco. É um nostálgico e também moderno tributo à música brasileira, na linha de Baden Powell e Vinícius de Morais e na busca da qualidade criativa e da permanente inquietação. A composição foge da banalidade, com cordas marcando a percussão e o ritmo, ao mesmo tempo em que constroem filigranas e alternativas para unir a música popular a uma experiência mais contemporânea.

Mas é um samba e dos bons, instigante, porém, com respeito aos fundamentos, tradições e, principalmente, a seus temas e sentimentos. Mostra que o popular pode ser revestido de uma roupagem trabalhada, sem perder seu poder de comunicação e sua beleza. 


 

Samba do Perdão
(Marcos Braccini, Antonio Gomes Neto)

Quando se tem
amor demais por alguém
que mais importa?
mas se a paixão
termina em desilusão
nada conforta o coração

Cabe uma saudade
no meu coração
só pra falsidade
não cabe perdão

O grande amor
chega feito um desvario
é como um rio
procurando o mar

Se o mar secou (se o mar não há)
o meu peito é uma represa (coração é uma represa)
a transbordar tristeza e dor
no olhar

Cabe uma saudade
no meu coração
mas pra falsidade
não cabe perdão

 

Marcos Braccini          voz e máquina de escrever
Fábio Adour          arranjo e violão
Rafael Martini          piano
Pedro Trigo Santana          baixo acústico
Edson Fernando          percussão
Léo Pires          bateria
Alexandre Andrés          flauta
Quarteto Taron:
Frank Hämmer          violino 1
Valentina Gostilovitch          violino 2
Katarzyna Druzd          viola
Lina Radovanovic          violoncelo